Líder do PT na Câmara afirmou que manifestação convocada por aliados de Bolsonaro foi “vazia”
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (7) que “flopou totalmente a caminhada” de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em defesa da anistia para ele e para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
O ato, convocado pelo pastor Silas Malafaia e pelos filhos de Bolsonaro, reuniu 2.080 manifestantes, segundo os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), na terça-feira (7), em Brasília.
Em vídeo publicado no X, Lindbergh disse:
“Gente, acabou, acabou. Flopou totalmente a caminhada da anistia dos Bolsonaros. Flopou não. Flopadaço, vaziaço. Uma vergonha.”
FLOPOU!!! ACEITEM, NGM QUER ANISTIA!
Chega de afrontar a vontade popular.
Respeitem o povo brasileiro!Essa caminhada da anistia tá flopadasssa, porque o Brasil sabe a verdade: só querem defender Bolsonaro
JÁ DEU!
Vão cuidar da pauta do povo! Essa tal anistia está enterrada pic.twitter.com/wQzsK3H1WK— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) October 8, 2025
A manifestação ocorreu na mesma semana em que o relator do PL da Anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou ter discutido com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), um cronograma para o projeto. O relator adiantou que seu parecer será pela redução das penas dos envolvidos, e não por anistia geral, como defende parte do PL.
Lindbergh chamou o ato de “demonstração de fraqueza” e afirmou que usou o vídeo da manifestação para pressionar líderes partidários.

“Eu já estou usando isso aqui. Mandei para o presidente da Câmara, Hugo Motta, mandei para os líderes. Essa história de pautar anistia acabou”, declarou.
O deputado citou ainda pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (8), segundo a qual 47% dos brasileiros são contra a anistia a Bolsonaro e aos condenados do 8 de Janeiro. Outros 35% apoiam o perdão geral, 8% só aos manifestantes, e 10% não souberam ou não responderam.
No texto que acompanha o vídeo, Lindbergh afirmou que é preciso “respeitar a vontade do povo brasileiro” e concluiu dizendo que a pauta da anistia “está enterrada”.
