O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, representou na Comissão de Ética Pública contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na peça, obtida por este site, Marinho acusa Andrei de “violação expressa aos deveres éticos dispostos no art. 3o do Código de Conduta da Alta Administração Federal, inclusive com o potencial cometimento de conflito de interesses”.
O ato antiético, segundo a denúncia, consistiu na conduta de “divulgar informações privilegiadas, obtidas em decorrência do cargo”. Marinho narra manifestação pública de Andrei sobre “investigação em curso com fases ainda sigilosas”. Em entrevista ao ICL, um canal de esquerda, Andrei afirmou que o Sindnapi não era alvo da Operação Sem Desconto e que seu vice-presidente, Frei Chico, não estava sob investigação.
Informações da auditoria da CGU e do TCU, além do inquérito da própria PF, mostram claramente indícios de que o Sindnapi também incorreu em descontos ilegais de aposentados, o que coloca em dúvida a imparcialidade da investigação.
“Comprometeu-se, assim, a primazia do interesse público, na medida em que já não é possível, aos olhos do público, determinar como a opinião pessoal do então Diretor-Geral da Polícia Federal pautou ou contribuiu para o deslinde da investigação policial acerca da atuação do Sindnapi.
Segundo Marinho, dica patente a violação ética praticada pelo diretor-geral da Polícia Federal ao manipular informações privilegiadas de acordo com a sua conveniência política pessoal, “desacreditando informações constantes de relatório da própria Polícia Federal, gerando, assim, desconfiança pública, uma vez que matérias indicam, com dados fornecidos pela Polícia Federal, que o sindicato do irmão do Presidente Lula é sim investigado”.
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