Lewandowski fala em punição máxima por fraudes no INSS, mas defende filho - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lewandowski fala em punição máxima por fraudes no INSS, mas defende filho

Câmara convoca Lewandowski após ausência em audiência. Oposição acusa Ministério da Justiça de omissão na área de segurança pública.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Por Redação

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo Lula irá “às últimas consequências” para punir os envolvidos no esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, praticado por sindicatos e entidades de fachada.

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Vamos às últimas consequências para colocar na prisão todos os responsáveis pelos crimes hediondos. Não mediremos esforços e todos aqueles que tiverem responsabilidade pagarão, custe o que custar, atinja a quem atingir”, declarou Lewandowski, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara, presidida pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Apesar do tom duro, o ministro saiu em defesa do escritório de advocacia de seu filho, Enrique Lewandowski, que representa uma das entidades investigadas pela Polícia Federal por ligação com as fraudes. Lewandowski negou qualquer interferência do ministério no caso e tentou descolar a atuação do filho do escândalo.

Alguns escritórios de advocacia no ano passado foram contratados para regularizar a situação [das entidades]. São atuações perfeitamente legais. Não há nenhuma atuação no Ministério da Justiça. Nós esquadrinhamos e não há nenhuma petição, audiência, requerimento, absolutamente nada que possa comprometer a autonomia do ministério”, afirmou.

A operação da PF, chamada “Sem Desconto”, foi deflagrada no dia 23 e apura um rombo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Segundo a investigação, entidades de classe vinham realizando cobranças ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas, na forma de mensalidades associativas, sem qualquer prestação real de serviço.

A denúncia foi revelada pelo portal Metrópoles, que apontou que a banca do filho de Lewandowski foi contratada para representar institucionalmente uma das entidades investigadas junto a órgãos como a Senacon, ligada ao Ministério da Justiça. O escritório alegou que a proposta dizia respeito à atuação em direito administrativo, sem envolver a esfera criminal.

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