Lewandowski comprou imóvel de investigado pela PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Urgente: Lewandowski comprou imóvel de investigado pela PF por R$ 9,4 mi, diz jornal

Negócio foi fechado enquanto Lewandowski já comandava o Ministério da Justiça

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

Em 2024, já como ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski comprou por R$ 9,4 milhões um imóvel de Alan de Souza Yang, conhecido como “China”, investigado pela PF por suspeita de sonegação bilionária no setor de combustíveis. A informação é do Estadão.

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Segundo o jornal, a aquisição foi feita por meio de uma empresa familiar da qual Lewandowski é sócio com os filhos. O imóvel, localizado em um condomínio fechado na zona sul de São Paulo, foi bloqueado judicialmente um mês após a compra, no âmbito das investigações contra “China”, o que impede sua venda e pode levá-lo a leilão em caso de condenação.

Antes da negociação com a família Lewandowski, a casa havia sido transferida em dezembro de 2023 pelo pai de “China”, também investigado pela PF, para a nora, Anajá de Oliveira Santos Yang, por R$ 4 milhões. A formalização ocorreu em fevereiro de 2024, e, na sequência, a empresa Eryal Empreendimentos e Participações, do ex-ministro, adquiriu o imóvel à vista.

A compra foi concluída em março de 2024, um mês após a posse de Lewandowski como ministro da Justiça e Segurança Pública. À época, “China” já era investigado há anos, havia sido condenado por adulteração de combustíveis e era alvo de apurações por sonegação em postos.

Em 2025, Yang passaria a ser investigado na Operação Carbono Oculto, que apura a atuação de empresários ligados ao PCC e a infiltração do crime organizado no mercado financeiro. A ação foi deflagrada durante a gestão de Lewandowski no ministério.

Ao jornal, o ministro aposentado do STF garantiu que a compra foi feita de “boa-fé, que não conhecia e nunca tinha tido contato com os vendedores e que tem brigado para resolver a questão”. Ele alega que a aquisição foi feita logo após assumir o cargo de ministro por uma “questão de segurança”.

Ainda segundo o ex-ministro da Justiça, não teria como saber que “China” era investigado porque todos os processos relativos a ele corriam em segredo de Justiça.

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