Vereador aciona MPF contra Lula por falas racistas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Vereador de Curitiba aciona MPF contra Lula por falas racistas

Guilherme Kilter (Novo) Fotos: Diretoria de Comunicação Social/CMC.
Guilherme Kilter (Novo) Fotos: Diretoria de Comunicação Social/CMC.

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Por Marília Rodrigues

Kilter pede isonomia após condenação de Bolsonaro

O vereador Guilherme Kilter (NOVO) protocolou uma notícia de fato no Ministério Público Federal para apurar supostas falas racistas do presidente Lula. O movimento ocorre após a 3ª Turma do TRF-4 condenar Jair Bolsonaro ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, com retratação pública e remoção de conteúdo.

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A Justiça puniu Bolsonaro por um racismo que nunca existiu, motivado por perseguição política. Prova disso é que o MPF fecha os olhos para o mesmo ‘racismo recreativo’ de Lula… Isso é hipocrisia e seletividade jurídica”, afirmou Kilter, ao defender isonomia na aplicação da lei.

O que está na representação

Segundo a peça apresentada, as declarações atribuídas ao Presidente teriam caráter estigmatizante. Entre os trechos citados por Kilter estão:

  • Em 2023, “um cara sem dente e ainda negro reclama da foto do governo”;
  • Em conversa com jovens, a uma estudante negra: “Afrodescendente gosta de um batuque de tambor”;
  • Em 2023, agradecimento à África “por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão”.

Para o vereador, tais falas reforçam estereótipos e ofendem a dignidade da população negra. “Lula é reincidente em falas racistas, que tentam disfarçar preconceito em forma de piada. O mesmo rigor que a Justiça teve com Bolsonaro deve ser aplicado a Lula. Ninguém pode estar acima da lei”, disse.

O que o vereador pede ao MPF

A notícia de fato solicita a instauração de investigação e a adoção de medidas legais para responsabilizar o Presidente, incluindo multa nos moldes da decisão aplicada a Bolsonaro, além de medidas como ação civil pública por danos morais coletivos e retratação pública. Caberá ao MPF analisar o material e decidir sobre a abertura de procedimento.

A iniciativa foi apresentada logo após o TRF-4 manter, por unanimidade, a condenação de Bolsonaro por declarações consideradas racistas, com determinação de retratação e remoção de publicações.

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