O vereador Guilherme Kilter (Novo/PR) defendeu nesta terça-feira (15), durante participação no programa ALive, seu projeto de lei que propõe revogar o título de cidadão honorário concedido ao ministro do STF Gilmar Mendes pela Câmara de Curitiba em 2002. A proposta também o declara persona non grata na capital paranaense e reconhece o município como “berço do combate à corrupção”.
De acordo com Kilter, a iniciativa veio após declarações recentes de Gilmar Mendes durante a Brazil Conference, nos Estados Unidos.
“O Gilmar Mendes nesse final de semana […] comparou a Lava Jato como organização criminosa […], comparou com o PCC, por incrível que pareça”, afirmou o vereador.
Ele afirmou ainda que “não é a primeira vez que ele fala isso”, lembrando de outras falas em que o ministro criticou Curitiba.
Kilter alega que, diante das críticas, o título honorário concedido ao ministro é incompatível com o posicionamento esperado de alguém que recebeu esse reconhecimento.
“Não teria como a gente manter uma cidadania honorária a uma pessoa que fala tão mal da nossa cidade e da operação que orgulha tanto a nossa história”, disse.
O projeto apresentado por Kilter tem três objetivos: revogar o título de cidadão honorário concedido a Gilmar Mendes, declará-lo persona non grata na cidade e oficializar Curitiba como “berço do combate à corrupção”. Junto com a proposta também foi criado um abaixo-assinado, que já recebeu mais de mil assinaturas em menos de 12 horas, segundo o vereador.
“É uma declaração de fé pública, a respeito do que a gente pensa sobre Gilmar Mendes”, afirmou.
Ao comentar a atuação pública de alguns ministros do STF, Kilter criticou ao que chamou de “análise política” por parte da Corte.
“Me surpreende muito que tenha se estabelecido essa cultura de que ministro da STF pode sair por aí, dando palestra, dando entrevista, falando de política nacional, se tornando um analista de política pública”, finalizou.
Confira o programa na íntegra:
