Justiça manda petista apagar posts que associam Flávio ao nazismo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Justiça manda petista apagar posts que associam Flávio ao nazismo

TJDF determina exclusão de publicações e fixa multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento

Justiça do DF manda filiado ao PT excluir posts que relacionavam Flávio Bolsonaro ao nazismo e determina multa diária em caso de descumprimento

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) determinou na quinta-feira (19) que o filiado ao PT Raphael Trevisan excluísse publicações em que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao nazismo.

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Na decisão, assinada pela juíza Priscila Faria da Silva, a magistrada entendeu que as críticas publicadas no X (antigo Twitter) atingem a honra do parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República. Flávio pediu indenização de R$ 61 mil.

“Embora o réu não tenha afirmado que o autor praticou essas condutas criminosas diretamente, ao associar o autor à ideologia cujo elogio e promoção configuram crime, acaba vinculando o autor a um contexto de criminalidade, o que também ultrapassa a esfera da crítica política e ofende claramente a honra do autor”, afirma trecho da decisão.

Uma das postagens trazia imagem com o rosto do senador inserido como se integrasse símbolo nazista, conforme a sentença. Outra mostrava o rosto de Flávio sobreposto a uma suástica com símbolo de “proibido” e a frase “never again”. No mesmo post constava a frase: “Luiz Inácio Lula da Silva é o escolhido por Deus para evitar um novo governo Neonazista no Brasil!”.

“A regra de ouro para evitar o abuso do direito no exercício do direito de crítica política é comentar os fatos e as ideias, e evitar a adjetivação da pessoa criticada”, diz outro trecho da decisão.

A defesa do senador também solicitou retratação pública, mas a juíza decidiu “reservar a sua análise ao julgamento definitivo”.

A magistrada determinou ainda que o X forneça, em cinco dias, os dados de engajamento das publicações. “Tais informações se relacionam diretamente ao direito de prova do autor e revestem-se de urgência, visto que plataformas digitais não são obrigadas a armazenar dados por tempo indefinido”, registrou.

As postagens já não aparecem mais nas redes sociais de Trevisan. Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil.

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