Os pagamentos destinados pelo Partido Liberal (PL) ao publicitário Eduardo Fischer, responsável pela estratégia de comunicação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltaram a ser alvo de uma decisão judicial. A Justiça de São Paulo determinou que os valores que seriam repassados ao marqueteiro passem a ser depositados em conta judicial para assegurar o pagamento de uma dívida milionária em discussão nos tribunais.
A medida foi determinada pela juíza Danielle Paravani, da 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, em uma ação movida por um fundo de investimentos que cobra cerca de R$ 108 milhões de Fischer. O processo tramita desde 2017.
Na decisão, a magistrada autorizou a penhora de todos os créditos eventualmente devidos ao publicitário ou a empresas ligadas a ele. A determinação abrange honorários, remunerações, comissões, parcelas contratuais, adiantamentos, reembolsos e quaisquer outros pagamentos relacionados à prestação de serviços.
Além de direcionar os recursos para uma conta judicial, a juíza determinou que o PL e a equipe ligada a Flávio Bolsonaro apresentem informações detalhadas sobre a contratação. Entre os documentos solicitados estão o contrato firmado com Fischer, os valores já pagos e a origem dos recursos utilizados nos repasses.
A nova decisão amplia a pressão judicial sobre o marqueteiro, que já havia sido atingido por outra ordem semelhante em um processo distinto. Na ocasião, a Justiça paulista determinou o bloqueio de pagamentos vinculados ao mesmo contrato para garantir uma cobrança estimada em R$ 114 milhões.
Fischer passou a integrar recentemente a equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro após mudanças na coordenação da pré-campanha. Conhecido por atuar em campanhas publicitárias de alcance nacional, o profissional foi contratado em meio à reorganização da estratégia de marketing do senador.
Os advogados do publicitário têm contestado as medidas judiciais. A defesa sustenta que o bloqueio de receitas compromete a atividade profissional de Fischer e reduz sua capacidade de gerar recursos para cumprir eventuais obrigações financeiras discutidas nos processos.
