Durante o programa ALive desta quinta-feira (23), o analista de segurança internacional Marcos Degaut disse que o país vive uma “intersecção” entre “transe coletivo” e “abismo institucional”. “Isso reflete um fenômeno sociopolítico em que a grande massa da sociedade é paralisada por narrativas alienantes que provêm dos donos do poder, inclusive a ‘mídia do pix'”, afirmou.
A declaração foi feita ao comentar um ponto levantado pelo apresentador Claudio Dantas, de que o Brasil vive em um “transe coletivo” que “impede a direita de se unir” em torno da pré-candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e, ao mesmo tempo, “ainda permite que muita gente vote em Lula (PT)”.
“Nós temos aí também um sistema democrático que se aproxima do colapso em vista da falta de credibilidade, em vista da falta de confiança pública, em vista da falta de resultados”, afirmou Degaut sobre deturpações promovidas por Lula e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que prejudicam o Brasil.
Segundo o analista, o país tem um “Poder Judiciário hipertrofiado” e “partidário”, atuante unido a um “Executivo absolutamente disfuncional, mas extremamente eficiente no gasto perdulário”. “[O governo Lula] manipula as camadas mais vulneráveis da sociedade com promessas ilusórias de prosperidade. O país nunca se deveu tão mal economicamente em termos fiscais. A conta vai chegar”, afirmou.
Ele destacou também que o Brasil tem um Legislativo “acanhado” e “submisso” às decisões do Supremo e do Executivo. Disse ainda que o país tem uma mídia “que é encarregada de difundir informações erradas” para se beneficiar do caos.
O resultado disso tudo, de acordo com Degaut, é o “transe coletivo” que o Brasil vive atualmente: “A nossa sociedade está apática, mas está apática também porque um dos mecanismos utilizados pelo Estado totalitário é a submissão completa”.
O analista finalizou dizendo que o Estado impõe “medo sobre o contribuinte para que ele não se levante contra o Estado”, mas que “tudo tem limite”: “E a sociedade brasileira, eu quero crer, está muito próxima desse limite”.