SNTP exige a libertação imediata dos profissionais e o desbloqueio de mais de 60 meios de comunicação
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela denunciou, nesta segunda-feira (5), a prisão de 14 jornalistas e funcionários de imprensa no país. Desses, 11 atuam em veículos de comunicação e agências internacionais, e um trabalha para uma mídia nacional. O sindicato informou que pelo menos 10 desses profissionais continuam detidos.
As detenções ocorreram nas proximidades da Assembleia Nacional, durante a cerimônia de posse de novos parlamentares e o início do ano legislativo, que contou com a presença de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina da Venezuela. Segundo o SNTP, os jornalistas foram presos ao tentarem cobrir os eventos.
Em nota oficial, o SNTP pediu a imediata libertação de todos os jornalistas detidos e manifestou preocupação com o crescente cerceamento à liberdade de expressão no país.
O sindicato também reiterou sua solicitação pela liberação de 23 jornalistas anteriormente presos de maneira arbitrária, além de exigir a restauração do acesso a mais de 60 sites e meios de comunicação que foram bloqueados pelo governo venezuelano nos últimos anos.
“A perseguição política, a censura e a prisão arbitrária não podem continuar a existir em um país que almeja uma transição democrática”, afirmou o sindicato.
A nota também destacou a importância da liberdade de expressão e do direito ao acesso à informação como direitos humanos fundamentais, consagrados tanto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela quanto nos tratados internacionais ratificados pelo Estado venezuelano.
O SNTP também enfatizou a urgência de medidas para garantir a segurança dos jornalistas no exercício de suas funções, condenando a criminalização do jornalismo e das atividades sindicais.
“Liberdade de expressão e o direito ao trabalho não são concessões do poder político, mas sim direitos humanos que devem ser respeitados”, afirmou.
Além das prisões de jornalistas, o SNTP expressou solidariedade com os mais de 180 sindicalistas e defensores dos direitos humanos detidos na Venezuela por motivos políticos.
O governo venezuelano não se pronunciou sobre as detenções até o momento.
