Ainda na transição, Janja disse em entrevista encomendada ao Fantástico que “queria ressignificar o conteúdo do que é ser uma primeira-dama” e falou em um possível papel de “articulação com a sociedade civil”. Nos dois anos seguintes, testemunhamos uma mulher deslumbrada, ambiciosa e inconveniente. Hoje, conhecemos também sua boca suja. Ao lado de Felipe Neto num painel sobre discurso de ódio, organizado por ocasião do G-20, a mulher que ocupa a posição de primeira-dama resolveu jogar para a plateia e mandou um “fuck you, Elon Musk” na frente de todos. O bilionário, que agora integra o governo de Donald Trump, respondeu com emojis de risos e a frase “They will lose the next election”.
A linguagem chula acompanha uma inteligência vulgar que desconhece limites institucionais e apenas expõe a absoluta falta de pudor e de respeito à liturgia do cargo, e indisfarçável ignorância sobre política e diplomacia.
Além da impostura que envergonha o Brasil mundo afora, a mulher que ocupa a posição de primeira-dama é especialista em torrar o dinheiro do cidadão. Depois de gastos com mobília de luxo e viagens sem propósito, ela pressiona o marido a comprar um novo avião presidencial bilionário e está torrando, por ocasião do G-20, mais de R$ 30 milhões num evento que parece destinado a tentar melhorar sua própria imagem pública, que não anda muito boa. O faz com ajuda de influenciadores woke e artistas desavergonhados, que embolsam gordos cachês em prol de uma pretensa Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. A única aliança real que vemos é a da fome de poder com a pobreza de caráter.
Janja ressignifica, sim, o cargo de primeira-dama, mas do pior jeito possível.
