Israel e EUA "pagarão caro", diz Irã; ataque eliminou militares de alto escalão - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Israel e EUA “pagarão caro”, diz Irã; ataque eliminou militares de alto escalão

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Por Isac Mascarenhas

EUA diz que não estão envolvidos na ofensiva

Em um movimento que aumenta a tensão no Oriente Médio, Israel lançou uma série de “ataques preventivos” contra o Irã na madrugada desta sexta-feira (13), resultando na morte de dois comandantes militares: o general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e o general Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Em resposta, o Irã retaliou enviando mais de uma centena de drones em direção ao território israelense.

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A ofensiva israelense, descrita por Benjamin Netanyahu como “preventiva” que incluiu instalações nucleares e pode durar vários dias, visou alvos militares e cientistas do programa nuclear dentro do Irã. A imprensa estatal iraniana, confirmou a morte do general Bagheri, o militar de mais alta patente do país e uma figura de grande influência na hierarquia do regime.

Além dele, relatos de diversos veículos de comunicação iranianos também confirmaram a morte do general Salami, o que representa um duro golpe para a liderança militar do país. A TV estatal cita múltiplas baixas entre os principais quadros militares do país, mostrando a amplitude e o impacto do ataque israelense.

Em comunicado, o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, alertou para uma retaliação severa. A República Islâmica do Irã certamente retaliará, e o inimigo pagará um preço alto”, declarou, afirmando que Israel e os Estados Unidos “pagarão caro e receberão um duro golpe”.

Apesar das negativas da Casa Branca sobre qualquer envolvimento na operação, o Irã incluiu os EUA em suas advertências. Shekarchi também mencionou que áreas residenciais foram atingidas durante os ataques israelenses, e que as forças armadas iranianas estão em total prontidão em solo.

A resposta iraniana se deu com o lançamento de mais de cem drones em direção a Israel, que interceptou todos os mísseis. “Todos os sistemas de defesa [aérea] estão operando para interceptar as ameaças. Este é um evento diferente do que vivenciamos até agora, e prevemos momentos difíceis. Devemos demonstrar resiliência e paciência”, disse o porta-voz do país.

Na quarta-feira (11), antes dos ataques, os EUA já haviam retirado funcionários não essenciais e suas famílias de locais no Oriente Médio. No entanto, após a ofensiva, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que o país não teve envolvimento ou assistência no ataque. Israel nos informou que acredita que essa ação foi necessária para sua autodefesa”, afirmou.

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