Entre os detidos estão Greta Thunberg e 10 brasileiros, incluindo a deputada Luizianne Lins
Israel confirmou agora há pouco (2) que deportará para a Europa os ativistas pró-palestinos da Flotilha Global Sumud, interceptada pela Marinha na quarta-feira (1) no Mediterrâneo. O grupo partiu de Barcelona no início de setembro com cerca de 45 embarcações e centenas de participantes de mais de 45 países.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, os detidos, entre eles a sueca Greta Thunberg, “estão seguros e em bom estado de saúde” e foram levados para Israel, onde “começarão os procedimentos de deportação para a Europa”.

A Marinha afirmou que os barcos foram parados após aviso para não entrarem em águas sob bloqueio militar imposto a Gaza. Israel se refere à flotilha como “Hamas-Sumud”.
De acordo com os organizadores, cerca de 30 barcos foram interceptados até a manhã desta quinta. O porta-voz do movimento pró-Gaza, Saif Abukeshek, disse que os demais seguem viagem. “Estão determinados, estão motivados e fazem tudo ao seu alcance para romper o cerco israelense em Gaza”, declarou.
Brasileiros entre os detidos
A lista divulgada pela organização cita ao menos dez brasileiros, entre eles a deputada Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista Thiago Ávila. Também consta um argentino residente no Brasil.
Os nomes confirmados são: Ariadne Catarina Cardoso Teles, Magno de Carvalho Costa, Luizianne de Oliveira Lins, Gabrielle da Silva Tolotti, Bruno Sperb Rocha, Mariana Conti Takahashi, Thiago de Ávila e Silva Oliveira, Lucas Farias Gusmão, Mohamad Sami El Kadri, Lisiane Proença Severo e Nicolas Calabrese.
Ao todo, a delegação brasileira reúne 17 pessoas. Até a noite de quarta-feira, os organizadores afirmavam que pelo menos 178 ativistas haviam sido capturados.
Esquerda condenou a medida de Israel
O governo brasileiro condenou a interceptação militar e afirmou que “é responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expulsou a delegação diplomática israelense em Bogotá. O México informou que três cidadãos do país estão entre os detidos.
O grupo terrorista Hamas classificou a ação como “crime de pirataria e terrorismo marítimo”. A Anistia Internacional também criticou a operação, afirmando que “nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais”.
