Israel ataca cúpula do Hamas no Catar e paraliza negociações
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Israel ataca cúpula do Hamas no Catar em ação que suspende conversas de paz

Israel ataca líderes do Hamas que estavam no Catar
Israel ataca líderes do Hamas que estavam no Catar

Compartilhe em

Foto do autor

Por Isac Mascarenhas

O Exército de Israel afirmou ter atacado a alta liderança do grupo terrorista Hamas em Doha, no Catar, nesta terça-feira (10). A operação, que incluiu jatos israelenses, representa uma ação inédita sem permissão do país árabe e ocorre em meio a negociações de cessar-fogo mediadas pelo governo catariano.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo o porta-voz do Exército israelense, a ofensiva, realizada em parceria com a agência de inteligência Shin Bet e a Força Aérea, teve como alvo membros da cúpula do grupo que se reuniam na capital catariana. O governo de Israel, por meio do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, confirmou que a ação foi “independente” e que assume total responsabilidade pelo ataque.

O governo do Catar classificou a ação como “covarde” e uma “flagrante violação de todas as leis e normas internacionais”, e afirmou que um membro de sua Força de Segurança Interna foi morto no ataque. Em resposta, o país suspendeu temporariamente seu papel como mediador das negociações de paz entre Israel e o Hamas.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de seu diretor-geral, António Guterres, também condenou o ataque, chamando-o de “violação da soberania territorial flagrante”.

Segundo uma fonte do Hamas ouvida pela emissora Al Jazeera, o ataque ocorreu durante uma reunião para discutir uma proposta de trégua apresentada pelo presidente americano, Donald Trump. Um funcionário da Casa Branca confirmou à agência de notícias Reuters que Trump foi avisado previamente sobre o ataque, embora Netanyahu tenha afirmado que a ofensiva foi “totalmente planejada e executada” apenas por Israel.

O Hamas afirmou que cinco de seus membros morreram na ofensiva, incluindo o filho do principal negociador, Khalil Al-Hayya, mas que os integrantes do alto escalão escaparam ilesos, algo não confirmado por Israel.

A ofensiva gerou reações em toda a região. A Arábia Saudita chamou a ação de “flagrante violação de soberania”, enquanto os Emirados Árabes Unidos apontaram que a segurança dos Estados do Golfo é “indivisível”. O ataque, por outro lado, recebeu aprovação de diferentes setores políticos em Israel.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade