O exército de Israel informou nesta terça-feira (17) que eliminou Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior de Guerra do Irã, durante um bombardeio a um centro de comando em Teerã. Segundo os militares israelenses, Shadmani era o oficial mais próximo do líder supremo Ali Khamenei e comandava o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o exército iraniano.
De acordo com o comunicado, o centro de comando de emergência “Khatam al-Anbiya”, liderado por Shadmani, era responsável pela gestão das operações de combate e aprovação dos planos de poder de fogo do Irã. “Em seus diversos cargos, ele influenciava diretamente os planos operacionais do Irã voltados contra o Estado de Israel”, disseram os militares.

A morte de Shadmani ocorre poucos dias após o assassinato de Gholamali Rashid, seu antecessor, também em ação israelense. O governo de Israel classifica as operações como parte de uma “ofensiva preventiva” contra o programa nuclear iraniano, iniciada na última quinta-feira (12).
Com a eliminação de Shadmani, Israel afirma que enfraqueceu a cadeia de comando das Forças Armadas iranianas.
Na madrugada desta terça, aproximadamente 30 mísseis foram lançados contra Israel. O general de brigada Effie Defrin declarou que “a maioria foi interceptada, mas alguns impactos foram identificados”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que os ataques de Israel violam normas internacionais e pediu a intervenção do secretário-geral da ONU e do Conselho de Segurança.
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**Metadescrição:**
Israel afirma ter eliminado Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior de Guerra do Irã, em ataque aéreo a centro de comando em Teerã. Bombardeios continuam pelo quinto dia.
