Nova ameaça do presidente americano menciona ultimato mais recente de Washington a Teerã para que país persa permita a reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “todo” o Irã poderia ser “eliminado” até a noite de terça-feira. A fala ocorre após ultimato de Washington para que Teerã permita a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de petróleo.
“Todo o país poderia ser eliminado em uma noite, e essa noite pode muito bem ser amanhã (terça-feira)”, afirmou durante coletiva na Casa Branca.
Ao lado de Trump, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que haverá intensificação das ações militares.
“Escolha com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras”, disse.
As declarações ocorrem após nova proposta de cessar-fogo em duas etapas, elaborada pelo Paquistão, prevendo interrupção imediata dos ataques e reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de negociação para acordo definitivo.
Trump classificou o plano como um “passo muito significativo”, mas afirmou que ainda não atende às exigências dos Estados Unidos. O Irã rejeitou a proposta por prever apenas uma trégua parcial.
No sábado, Trump afirmou que vai desatar “o inferno” caso o Irã não aceite cessar-fogo ou reabra a rota marítima.
“Eles não terão pontes, eles não terão centrais elétricas, eles não terão nada. Eu não vou me aprofundar, porque existem opções muito piores que essas duas”, declarou.
O fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo no mercado internacional para acima de 100 dólares por barril.
Autoridades iranianas reagiram às declarações. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que as ameaças podem violar o direito internacional.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, disse.
“Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.
