Agência fiscalizadora alertou que Teerã tinha urânio suficiente para uma bomba atômica
O Parlamento do Irã cogita suspender o plano de cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU, responsável por monitorar os níveis de enriquecimento de urânio, depois de sofrer os ataques dos Estados Unidos. A ideia partiu do presidente da Casa, o deputado Mohammad Bagher Ghalibaf.
Em publicação no X, Ghalibaf afirmou que a AIEF não tem objetividade e profissionalismo. De acordo com o deputado, o Parlamento iraniano trabalha para aprovar um projeto que suspenderia a cooperação das autoridades com a agência nuclear.
No início deste mês, antes do primeiro ataque de Israel, no dia 13 de junho, a AIEA advertiu Teerã pela primeira vez em 20 anos. Especialistas da agência avaliaram que o Irã tinha estoques oficiais de urânio para fabricar várias bombas atômicas.
A iniciativa de suspender a cooperação é mais uma medida do Parlamento iraniano durante o conflito. No domingo, após os bombardeios americanos em instalações nucleares, deputados sugeriram fechar o Estreito de Ormuz, onde 20% do petróleo mundial. A proposta foi aprovado e ainda deve ser avaliada pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, antes de entrar em vigor.
