O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (19) que o aiatolá Ali Khamenei “não pode continuar existindo”, classificando o líder supremo do Irã como um “Hitler moderno”. A declaração foi feita horas após um ataque iraniano atingir um hospital na cidade israelense de Bersheba.
“O ditador Khamenei é um Hitler moderno que esculpiu a destruição do Estado de Israel em sua bandeira e está escravizando todos os recursos de seu país para promover esse objetivo terrível”, escreveu Katz no X (antigo Twitter). “Ele não pode continuar existindo.”
Mais cedo, o governo israelense anunciou o aumento da intensidade dos ataques ao Irã, com foco em “alvos governamentais em Teerã”. Segundo Katz, o objetivo é “minar o regime dos aiatolás”.
O ataque iraniano que motivou a fala de Katz ocorreu no sétimo dia da guerra e rompeu o sistema de defesa aérea de Israel, atingindo o Hospital Soroka, no sul do país. O confronto, até o momento, já deixou 585 mortos no Irã e 24 em Israel.
Israel lançou uma ofensiva classificada como “ataque preventivo” contra o programa nuclear iraniano, com o objetivo de impedir a construção de armas nucleares. Parte das instalações já teria sido danificada. O governo de Israel insiste na participação direta dos Estados Unidos para ampliar a operação.
Nos EUA, o presidente Donald Trump tem sinalizado disposição para intervir diretamente. Na quarta-feira (18), afirmou que não busca mais um “cessar-fogo“, mas sim uma “vitória completa” sobre o regime iraniano. A imprensa americana informou que Trump já aprovou um plano de ataque, mas ainda avalia a execução.
