Irã ameaça ataques “devastadores” após pressão dos EUA
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Irã ameaça ataques “devastadores” após pressão dos EUA

Teerã reage a falas de Trump e nega enfraquecimento militar

Foto: Official White House/ Joyce N. Boghosian

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Por Redação

O aumento da tensão no Oriente Médio ganhou novo capítulo após o Irã prometer intensificar suas ações militares em resposta às ameaças dos Estados Unidos. Em comunicado divulgado pela TV estatal, o comando militar iraniano afirmou que a ofensiva seguirá até a “rendição” dos adversários e advertiu para operações “mais amplas e destrutivas”.

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A reação ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que voltou a mencionar a possibilidade de ataques contra a infraestrutura iraniana nas próximas semanas, caso não haja avanço em negociações. Segundo ele, Washington estaria próximo de atingir seus objetivos estratégicos, além de alegar que a capacidade bélica do Irã foi significativamente reduzida.

Autoridades iranianas, no entanto, contestaram essa avaliação. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os bombardeios não comprometeram centros estratégicos de produção militar, incluindo mísseis e drones de longo alcance. Porta-vozes também sustentaram que o país mantém estruturas ocultas e capacidade operacional preservada.

Militares iranianos reforçaram o tom de ameaça. O general Amir Hatami declarou que qualquer tentativa de incursão terrestre por forças americanas teria consequências graves. Já representantes das Forças Armadas indicaram que os alvos atingidos até agora seriam de menor relevância dentro da estrutura militar do país.

A escalada também se refletiu em ações concretas. Israel informou ter interceptado mísseis lançados a partir do território iraniano, após ataques que atingiram áreas no norte do país. Em Tel Aviv, ao menos quatro pessoas ficaram feridas, segundo serviços de emergência locais.

Países do Golfo também registraram incidentes. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relataram a interceptação de drones e mísseis, enquanto o Bahrein acionou sistemas de alerta após possíveis ameaças aéreas.

Em paralelo, a embaixada dos EUA em Bagdá alertou cidadãos americanos sobre riscos de ataques iminentes no Iraque, possivelmente ligados a grupos alinhados ao Irã. A recomendação foi para que deixem o país diante do cenário de instabilidade.

O conflito também mobiliza atores internacionais. O presidente russo Vladimir Putin indicou disposição de mediar a crise, enquanto a China defendeu um cessar-fogo imediato e criticou as ações militares conduzidas por Washington e seus aliados.

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