Produtos-chave ficaram fora da lista de isenções
A indústria do alumínio brasileiro contabiliza prejuízo bilionário após as sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump. A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) informou nesta quinta-feira (31) que as perdas chegam a R$ 1,15 bilhão, mesmo com a exclusão da alumina da lista de tarifas.
Segundo a entidade, insumos essenciais da cadeia produtiva continuam sujeitos à taxação de 50%. Entre eles estão bauxita, hidróxido de alumínio, óxido de alumínio e cimento aluminoso.
“Apesar da não cumulatividade representar um alívio parcial, os impactos diretos das medidas já são expressivos. […] Entretanto, ficaram de fora das exceções e, portanto, estarão também sujeitas à sobretaxa, as exportações de bauxita, hidróxido de alumínio, óxido de alumínio e cimento aluminoso”, afirmou a associação em nota.
A Abal estima que um terço do setor segue sob efeito direto das tarifas, o que pode inviabilizar o acesso de vários produtos brasileiros ao mercado americano.
Em 2024, o Brasil exportou 1,3 milhão de toneladas de alumina para os Estados Unidos, matéria-prima que responde por cerca de 90% da produção de alumínio primário do país. O insumo também abastece o Canadá, responsável por 64% da transformação de alumínio primário utilizada em indústrias norte-americanas.
