O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um pacote de medidas emergenciais de R$ 1,9 bilhão para auxiliar os setores do estado que serão afetados pelas novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil. O tarifaço, assinado por Donald Trump na quarta-feira (30), entrará em vigor em 6 de agosto.
Para apoiar as empresas exportadoras, o governo de São Paulo anunciou:
- R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados: o dobro do valor inicialmente previsto, para empresas exportadoras do estado.
- R$ 1,5 bilhão em liberação de créditos acumulados de ICMS: por meio do programa ProAtivo, um incremento de R$ 500 milhões em relação ao que havia sido anunciado. Essa liberação será prioritária para exportadores com créditos acumulados aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões, com pagamentos em até 10 parcelas a partir de setembro.
Tarcísio de Freitas destacou que “É a maior liberação de crédito da história de São Paulo. Estamos adotando medidas concretas para preservar a competitividade da nossa indústria e proteger o emprego e a renda dos paulistas.”
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em nota, lamentou a imposição da tarifa de 50%, afirmando que a medida “não tem justificativas econômicas”. A entidade se comprometeu a trabalhar com o governo brasileiro para “minorar os impactos econômicos para as empresas atingidas”.
As novas taxas se baseiam na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa, na sigla em inglês), de 1977, e declaram uma emergência nacional nos EUA em relação ao Brasil. O texto da ordem executiva americana acusa o governo brasileiro de perseguir, intimidar, censurar e processar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
Apesar das tarifas, Trump deixou quase 700 itens de fora, incluindo produtos aeronáuticos civis (de interesse da Embraer), suco e derivados de laranja, minério de ferro, aço e combustíveis.
