Incêndio atinge área próxima à Microsoft após novo ataque iraniano a Israel - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Incêndio atinge área próxima à Microsoft após novo ataque iraniano a Israel

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Um incêndio foi registrado na cidade de Beer Sheva, no sul de Israel, após a interceptação de um míssil iraniano nesta sexta-feira (20). As chamas atingiram pontos próximos a um parque tecnológico onde funciona um escritório da Microsoft. Não há relatos de vítimas, segundo a polícia israelense.

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O fogo se espalhou por várias áreas da cidade, como mostram imagens divulgadas pela Magen David Adom, agência de emergência de Israel. As autoridades confirmaram a queda de munições em regiões abertas e danos materiais.

Na véspera, um míssil iraniano atingiu o Centro Médico Soroka, principal hospital da região. A cidade fica próxima à base aérea de Nevatim, uma das principais instalações militares do país.

A Microsoft, que mantém contrato com o Ministério da Defesa de Israel, admitiu nesta semana o fornecimento de serviços de computação em nuvem e inteligência artificial ao Exército israelense durante a guerra em Gaza. A empresa afirmou ter auxiliado no esforço de localização de reféns, mas negou que sua tecnologia tenha sido usada em ataques contra civis.

Segundo a empresa, foi disponibilizado “acesso especial” a tecnologias como o Azure, além de “suporte emergencial limitado“. A Microsoft afirma que aprovou algumas solicitações do governo israelense e rejeitou outras, mantendo “supervisão significativa”.

A declaração vem após reportagens da Associated Press revelarem o uso intensivo da plataforma por militares israelenses desde outubro de 2023, com crescimento exponencial de aplicações de IA para coleta, tradução e análise de dados de vigilância.

Grupos de direitos humanos e funcionários da própria empresa criticam a parceria. O coletivo “Azure for Apartheid“, formado por colaboradores atuais e antigos da Microsoft, pediu a divulgação do relatório completo da auditoria interna sobre o uso militar da tecnologia.

Apesar de reconhecer preocupações, a Microsoft afirmou não ter encontrado violações de seus termos contratuais por parte do Exército de Israel. A empresa sustenta que seus sistemas são regidos por uma política de uso aceitável e por um código de conduta que proíbe aplicações ilegais.

Segundo dados recentes, os ataques israelenses em Gaza e no Líbano deixaram mais de 50 mil mortos, incluindo mulheres e crianças. As operações de resgate também resultaram em centenas de baixas civis. Em junho de 2024, por exemplo, a libertação de quatro prisioneiros em Nuseirat custou a vida de pelo menos 274 palestinos.

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