Presidente afirma que bombardeios violam o direito internacional e cobra resposta firme da ONU
O presidente Lula (PT) repudiou neste sábado (3) os bombardeios realizados em território venezuelano e a captura do presidente do país, Nicolás Maduro (Psuv), além da primeira-dama Cilia Flores.
Em nota oficial, Lula afirmou que a ação representa uma violação do direito internacional e um risco à estabilidade da América Latina.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, declarou o presidente.
Para ele, o episódio configura “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
O presidente brasileiro alertou que o uso da força contra Estados soberanos tende a aprofundar conflitos globais e enfraquecer os mecanismos multilaterais.
Para o petista, o impacto regional da operação militar remete a períodos históricos de forte interferência externa na América Latina e no Caribe.
Lula defendeu uma reação institucional da comunidade internacional e cobrou atuação das Organização da Nações Unidas (ONU).
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou.
Segundo ele, o Brasil mantém disposição para buscar uma saída diplomática.
“O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Ataques e captura
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou que forças americanas realizaram ataques de “grande escala” na Venezuela.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea.
Após o anúncio, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o governo não sabe o paradeiro do presidente e da primeira-dama. Em pronunciamento à televisão estatal, ela exigiu “prova de vida imediata” por parte do governo norte-americano e classificou a ação como uma “gravíssima agressão militar”.
