O Instituto Democracia e Liberdade (IDL), por meio de uma carta aberta ao Congresso Nacional, defendeu as recentes manifestações do presidente Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o Brasil. Para o IDL, as ações dos EUA, como a ameaça de tarifas de 50% e a revogação de vistos de juízes do STF ), não são ingerências indevidas.
Pelo contrário, representam um “alerta e um chamado à restauração de nossos valores e interesses nacionais tradicionais”, além de um reconhecimento da importância geopolítica do Brasil.
A entidade argumenta que o Brasil enfrenta uma “ruptura constitucional” impulsionada por uma “juristocracia”, que tem levado à arbitrariedade do Poder Judiciário. A carta denuncia uma percepção crescente de perseguição judicial, condenação de inocentes e violação de direitos constitucionais e tratados internacionais.
O IDL também critica a “profunda corrupção” associada a governos passados do Partido dos Trabalhadores (PT), e uma política externa que tem aproximado o Brasil de “eixos internacionais extremamente questionáveis”, como Irã, Venezuela, Rússia e China. Para o instituto, essa aproximação desafia os valores ocidentais e a segurança regional.
Diante desse cenário, o IDL sugere seis linhas de atuação para o Congresso Nacional:
- Fiscalização de excessos do Judiciário e pautar a anistia
- Combate à corrupção
- Priorizar alianças com países do “ocidente cristão” e construir uma parceria autônoma com os EUA
- Defesa da liberdade de expressão e revisão da regulamentação das redes
- Unidade nacional em torno dos interesses tradicionais
- Fiscalização rigorosa do Executivo e diálogo diplomático
O instituto, por meio de seu presidente Carlos Dias, conclui que a implementação dessas diretrizes catalisará o resgate das vocações nacionais e consolidará o Brasil como uma nação soberana, democrática e respeitada internacionalmente.
