Hungria é internado em Brasília após suspeita de ingestão de bebida adulterada
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Hungria é internado em Brasília após suspeita de ingestão de bebida adulterada

Rapper Hungria é internado em Brasília com suspeita de intoxicação por bebida adulterada; shows são remarcados e autoridades reforçam alerta ao consumidor.
Rapper Hungria é internado em Brasília com suspeita de intoxicação por bebida adulterada; shows são remarcados e autoridades reforçam alerta ao consumidor.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Cantor apresentou sintomas de intoxicação; shows do fim de semana foram adiados

O rapper Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria, foi internado nesta quinta-feira (2) no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo boletim médico, ele apresentou cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. A suspeita é de ingestão de bebida adulterada.

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O documento médico informa que “foi iniciado tratamento especializado e, no momento, o paciente está em investigação da etiologia do quadro”. A nota é assinada pelos médicos Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson B. Barcelos Borges.

VEJA AQUI: o Boletim Médico – Gustavo da Hungria Neves – 02.10

A assessoria do artista confirmou que Hungria está fora de risco iminente. “O cantor Hungria encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”, diz o comunicado.

Por orientação médica, os shows programados para este fim de semana em Ribeirão das Neves (MG) e Curvelo (MG) serão remarcados. “Agradecemos a compreensão dos fãs, da imprensa e de todos os parceiros neste momento”, informou a equipe do cantor.

Hungria, de 34 anos, é natural de Ceilândia (DF) e ganhou projeção nacional com sucessos como Dubai, Lembranças e Coração de Aço. Ele já lançou três álbuns de estúdio e soma milhões de acessos nas plataformas digitais.

Casos em São Paulo e Pernambuco

O episódio ocorre em meio à onda de intoxicações por metanol registrada em São Paulo e Pernambuco. Até quarta-feira (1º), pelo menos seis pessoas morreram e dezenas foram hospitalizadas após ingerirem bebidas adulteradas.

Fiscalização e alerta ao consumidor

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal reforçou que qualquer suspeita de intoxicação deve ser imediatamente comunicada em uma unidade de saúde. Entre janeiro e setembro, a Vigilância Sanitária apreendeu 896 litros de cachaça por irregularidades em operações de fiscalização.

A delegada Isabel Davila Lopes Borges, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), alertou sobre sinais de adulteração: “É preciso estar atento a detalhes como lacres mal colocados, ausência de selos obrigatórios, tampas violadas, líquidos com partículas e preços muito abaixo do mercado”.

As autoridades recomendam a compra apenas em estabelecimentos de confiança, a checagem da integridade das embalagens e a exigência da nota fiscal.

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