Ibama aprova plano da Petrobras para emergência na Margem Equatorial - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Ibama aprova plano da Petrobras para emergência na Margem Equatorial

Petrobras recebe licença do Ibama para perfurar poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas
Petrobras recebe licença do Ibama para perfurar poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Ibama aprovou nesta segunda-feira (19) o plano de emergência apresentado pela Petrobras, necessário para o licenciamento de perfuração de um poço em águas profundas da Margem Equatorial, a 500 km da foz do rio Amazonas e a mais de 160 km da costa do Amapá.

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Segundo a Petrobras, trata-se da última etapa antes da liberação definitiva da licença. O Ibama, porém, esclareceu que a aprovação do plano não autoriza a perfuração. A continuidade do processo depende de vistorias no local para avaliar a viabilidade operacional do plano.

A aprovação indica que o plano, em seus aspectos teóricos e metodológicos, atendeu aos requisitos técnicos exigidos e está apto para a próxima etapa: a realização de vistorias e simulações de resgate de animais da fauna contaminada por óleo, que testarão, na prática, a capacidade de resposta em caso de acidentes com derramamento de óleo, informou o órgão ambiental.

Os testes práticos devem envolver mais de 400 pessoas, navios e helicópteros. “Vamos instalar na área a maior estrutura de resposta à emergência já vista em águas profundas e ultraprofundas”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, reforçou que o pedido em análise trata apenas da perfuração exploratória do bloco FZA-M-59, e não da exploração do petróleo.
Em 2023, o Ibama negou o pedido da estatal alegando falhas técnicas.

A Petrobras recorreu. O governo  demonstrou apoio à prospecção. Em fevereiro, Lula criticou a demora do Ibama, classificando o processo como “burocracia”.

Suely Araújo, do Observatório do Clima, disse que a aprovação indica que a licença pode ser concedida ainda este ano. Ela questiona, no entanto, a ausência de estudos sobre o impacto em sistemas recifais pouco explorados e afirma que o bloco 59 funcionará como precedente para liberar outros projetos na bacia da foz do Amazonas.

A Petrobras argumenta que a descoberta de petróleo na Margem Equatorial abriria nova fronteira energética para o Brasil e contribuiria para uma transição energética segura e integrada.

Marina Silva nega interferência do Ibama

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi questionada nesta terça-feira (27) na Comissão de Infraestrutura do Senado sobre a criação de uma unidade de conservação marinha na Margem Equatorial. Ela afirmou que o Ibama atua dentro da lei.
O Ibama não facilita, o Ibama não dificulta, cumpre a lei e tenta fazer da melhor forma possível”, declarou a ministra.

A unidade de conservação planejada terá 35 milhões de hectares. Segundo Marina, a criação da área não impedirá atividades como construção de oleodutos, gasodutos e portos.

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