Houthis lançam 18 mísseis contra navios dos EUA; Pentágono diz que ataques continuarão - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Houthis lançam 18 mísseis contra navios dos EUA; Pentágono diz que ataques continuarão

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Por Redação

Os Houthis atacaram neste domingo (16) um porta-aviões dos Estados Unidos e navios de escolta no norte do Mar Vermelho. A ofensiva, com 18 mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones, foi uma resposta direta aos ataques ordenados pelo presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), no sábado (15).

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“Nossas forças lançaram 18 mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones, contra o porta-aviões e suas embarcações de apoio”, disse o porta-voz do grupo, Yahya Sare’e.

Sare’e afirmou que a retaliação não será um episódio isolado. “As Forças Armadas do Iêmen não hesitarão em atacar todos os navios de guerra dos EUA no Mar Vermelho e no Mar Arábico em resposta à agressão contra nosso país”, declarou. O líder houthi condicionou o fim dos ataques ao envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. “Essa agressão americana só tornará o Iêmen e seu povo mais firme, seguro e resiliente”, afirmou.

Ofensiva de Trump deixa 53 mortos no Iêmen

O bombardeio norte-americano matou pelo menos 53 pessoas, incluindo cinco crianças e duas mulheres, e deixou mais de 100 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde dos Houthis. A ofensiva dos EUA atingiu bairros da capital Sanaa e províncias como Saada, Al-Bayda, Hajah e Marib.

Foi a maior operação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro. O presidente republicano autorizou a ação após sucessivos ataques houthi a embarcações norte-americanas.

Pentágono promete resposta “implacável”

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os ataques continuarão. “No momento em que os Houthis disserem que vão parar de disparar contra nossos navios e drones, essa campanha terminará. Mas, até lá, ela será implacável”, disse Hegseth à Fox News. Ele acusou o Irã de apoiar diretamente os rebeldes iemenitas. “O Irã tem apoiado os Houthis por muito tempo. Eles que tomem cuidado”, alertou.

Segundo o Pentágono, o objetivo é “restaurar a liberdade de navegação” em uma das rotas mais estratégicas do comércio internacional. “O objetivo é interromper os ataques contra embarcações nesta via navegável crucial e restaurar a liberdade de navegação, que é um interesse nacional fundamental dos Estados Unidos”, reiterou Hegseth.

Donald Trump também mandou um recado ao governo iraniano. “Os Estados Unidos os vão responsabilizar totalmente e não seremos bonzinhos quanto a isso”, declarou. O tom do republicano marca um endurecimento da política externa americana no Oriente Médio, após anos de hesitação durante administrações anteriores.

O secretário de Estado, Marco Rubio, endossou a posição de Trump e acusou diretamente Teerã de sustentar as ações dos Houthis. “Não tem como os Houthis terem a habilidade de fazer isso, a não ser que tenham suporte do Irã. Então, aqui vai uma mensagem para o Irã: parem de apoiá-los, porque vocês serão responsabilizados”, disse Rubio.

Em resposta, o comandante da Guarda Revolucionária, Hussein Salami, afirmou que os Houthis agem de forma independente e avisou Washington. “Alertamos o nosso inimigo que o Irã responderá de forma decisiva e destrutiva caso continuem com as ameaças”, declarou.

A escalada de tensão reforça o clima de instabilidade na região, agora sob um governo americano que promete “implacabilidade” contra seus inimigos.

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