O empresário Luciano Hang ingressou com uma ação judicial contra o ator Tuca Andrada após publicações feitas na rede social X. O processo tramita na Justiça de Santa Catarina e pede indenização de até R$ 50 mil.
A ação foi motivada por comentários feitos pelo ator depois do incêndio criminoso contra uma unidade da Havan em Petrolina, no sertão de Pernambuco, em setembro de 2025. Na ocasião, a réplica da Estátua da Liberdade instalada em frente à loja foi incendiada. O caso foi investigado como dano e incêndio dolosos.
Em uma das postagens citadas no processo, Andrada escreveu, ao comentar imagens da estátua em chamas: “Se essa moda pega, o periquito ‘patriota’ vai ter um prejú…”. Em outro comentário incluído na ação, afirmou: “Não sou a favor da barbárie, mas estou cagand* que essa cafonice queime e também que nazista morra”.
Processei o ex-ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei e essa militância é cega. Se nada for feito, se essas atitudes não forem coibidas, mais casos se repetirão: mais estátuas queimadas, mais… pic.twitter.com/aZX9E9gYEY
— Luciano Hang (@LucianoHangBr) January 19, 2026
Segundo a defesa de Hang e da Havan, as manifestações extrapolam o direito à crítica e incentivam ataques ao patrimônio privado. A empresa, em nota divulgada à época do incêndio, afirmou que o ato foi criminoso e defendeu a responsabilização dos envolvidos. “A empresa não vai tolerar ataques contra o patrimônio e contra um dos símbolos que representam a marca e a liberdade”, informou.
Em publicação nas redes sociais, Luciano Hang disse que acionou a Justiça por entender que houve estímulo à prática de crimes. “Processei o ex-ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei”, afirmou.
Na mesma manifestação, o empresário declarou que não se incomoda com apelidos, mas rejeita incentivos à violência. “Diariamente sou chamado de diversos apelidos pejorativos, e não me importo. O que não irei aceitar é que incentivem outros ‘militontos’ a praticarem crimes como colocar fogo só porque pensamos diferentes”, disse.
O processo segue em tramitação na Justiça catarinense.
