Hang processa ator por postagem após vandalismo em loja da Havan
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Hang processa ator por postagem após vandalismo em loja da Havan

Empresário e varejista pedem indenização de até R$ 50 mil na Justiça de Santa Catarina

Luciano Hang e a Havan acionam a Justiça contra o ator Tuca Andrada por postagem nas redes após ataque a loja em Pernambuco

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Por Redação

O empresário Luciano Hang ingressou com uma ação judicial contra o ator Tuca Andrada após publicações feitas na rede social X. O processo tramita na Justiça de Santa Catarina e pede indenização de até R$ 50 mil.

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A ação foi motivada por comentários feitos pelo ator depois do incêndio criminoso contra uma unidade da Havan em Petrolina, no sertão de Pernambuco, em setembro de 2025. Na ocasião, a réplica da Estátua da Liberdade instalada em frente à loja foi incendiada. O caso foi investigado como dano e incêndio dolosos.

Em uma das postagens citadas no processo, Andrada escreveu, ao comentar imagens da estátua em chamas: “Se essa moda pega, o periquito ‘patriota’ vai ter um prejú…”. Em outro comentário incluído na ação, afirmou: “Não sou a favor da barbárie, mas estou cagand* que essa cafonice queime e também que nazista morra”.

Segundo a defesa de Hang e da Havan, as manifestações extrapolam o direito à crítica e incentivam ataques ao patrimônio privado. A empresa, em nota divulgada à época do incêndio, afirmou que o ato foi criminoso e defendeu a responsabilização dos envolvidos. “A empresa não vai tolerar ataques contra o patrimônio e contra um dos símbolos que representam a marca e a liberdade”, informou.

Em publicação nas redes sociais, Luciano Hang disse que acionou a Justiça por entender que houve estímulo à prática de crimes. “Processei o ex-ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei”, afirmou.

Na mesma manifestação, o empresário declarou que não se incomoda com apelidos, mas rejeita incentivos à violência. “Diariamente sou chamado de diversos apelidos pejorativos, e não me importo. O que não irei aceitar é que incentivem outros ‘militontos’ a praticarem crimes como colocar fogo só porque pensamos diferentes”, disse.

O processo segue em tramitação na Justiça catarinense.

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