Os corpos dos israelenses foram entregues em caixões pretos para integrantes da Cruz Vermelha, que os transportaram para Israel, onde passarão por exames de DNA.
Três das vítimas pertenciam à família Bibas, considerada um símbolo do sofrimento dos reféns israelenses: Shiri Bibas, de origem argentina, e seus filhos, Kfir e Ariel, de 4 anos. O 4º corpo era de Oded Lifschitz, de 83 anos. A entrega dos restos mortais ocorreu em Khan Younis, como parte do acordo de cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro. O governo israelense confirmou a recuperação dos corpos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a forma como o Hamas conduziu a entrega dos corpos. O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, classificou a exibição dos cadáveres em Gaza como abominável e contrária ao direito internacional.
As vítimas haviam sido sequestradas durante o mega-ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou 1,2 mil mortos em Israel e resultou no sequestro de 251 pessoas.
No momento da entrega, o Hamas reiterou uma alegação feita em novembro de 2023, segundo a qual Shiri Bibas e seus filhos teriam morrido em um ataque aéreo israelense durante a guerra. No entanto, as autoridades de Israel nunca confirmaram essa versão.
Em Israel, a confirmação das mortes da família Bibas gerou comoção e luto. Manifestações de homenagem ocorreram em diversas partes do país durante o transporte dos caixões.
O pai das crianças, Yarden Bibas, que também havia sido sequestrado, foi libertado em 1º de fevereiro. A família Bibas foi capturada na comunidade agrícola de Nir Oz, localizada próxima à Faixa de Gaza, onde cerca de um quarto dos moradores foram mortos ou sequestrados durante o ataque terrorista palestino de 7 de Outubro.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que esta quinta foi um “dia angustiante e de luto” para o país. No início da semana, quando se completaram 500 dias desde o início do cativeiro dos reféns, familiares das vítimas realizaram um protesto diante da residência de Netanyahu, cobrando esforços para a libertação dos que ainda permanecem em poder dos terroristas do Hamas.
Até o momento, 19 reféns israelenses e 5 tailandeses foram libertados como parte da 1ª fase do acordo de cessar-fogo, em troca da liberação de mais de 1,1 mil palestinos presos em Israel. O Hamas havia concordado em soltar um total de 33 reféns israelenses e já havia alertado que alguns deles estavam mortos. O grupo terrorista prometeu libertar mais seis reféns vivos no sábado (22).
