Ministro diz que contrabando de combustíveis financia o crime organizado e cobra ação de Cláudio Castro
Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (29), Haddad afirmou que o contrabando e a fraude de combustíveis são a principal fonte de financiamento do crime organizado fluminense e acusou o governador Cláudio Castro (PL) de “não fazer nada” para enfrentar o problema.
“O governador deveria nos ajudar. O Governo do Estado do Rio tem feito praticamente nada em relação ao contrabando de combustível, que é como se irriga o crime organizado”, disse o ministro.
A declaração ocorre em meio à crise provocada pela megaoperação policial no Rio.
Haddad defendeu que o combate ao crime deve começar pela “asfixia financeira”, atingindo os grupos que movimentam dinheiro com contrabando e fraudes.
Segundo ele, o Ministério da Fazenda tem atuado junto à Receita Federal e já apreendeu quatro navios envolvidos em irregularidades com combustíveis.
“Quando o dinheiro está irrigando o crime, é muito difícil controlar na ponta. Tem que cortar o fluxo de recursos”, afirmou.
Na prática, a proposta é vista como uma forma de o governo federal retomar o protagonismo sobre a política de segurança, hoje concentrada nas gestões estaduais.
Além do tema da segurança, Haddad confirmou que se reunirá ainda hoje com Lula para discutir a viagem recente da comitiva ao exterior e as tratativas sobre a MP 303, que trata do orçamento.
O ministro disse estar otimista com o diálogo com o Congresso e elogiou o presidente da Comissão Mista de Orçamento, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Também comentou o debate no Senado sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, afirmando que “ninguém vai retroceder nisso”.
