O Ministério da Fazenda desmentiu informações de que o ministro Fernando Haddad teria exigido um aporte de R$ 4 bilhões do Governo do Distrito Federal (GDF) para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB) após negócios com o Banco Master.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (19), a pasta afirmou que não houve qualquer contato formal ou informal entre Haddad, o GDF ou a direção do BRB sobre o tema.
A repercussão surge após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmar que Haddad teria sinalizado ao GDF a necessidade do aporte, citando risco de intervenção na instituição devido à suposta insuficiência patrimonial.
Haddad destacou que não tem competência para regular o sistema financeiro, responsabilidade do Banco Central.
O BRB enfrenta investigação relacionada à compra de carteiras de crédito do Banco Master, operações que teriam resultado em prejuízos bilionários e estão sob apuração da Polícia Federal, do Banco Central e de auditoria independente contratada pelo banco. A fraude investigada pela PF pode atingir R$ 12 bilhões, segundo autoridades.
Em comunicado divulgado na semana passada, o BRB afirmou que já possui um “plano de capital” caso os prejuízos sejam confirmados. Entre as alternativas está a possibilidade de aporte direto do acionista controlador, o GDF, que teria sinalizado abertura para a medida.
A instituição reforçou que segue operando normalmente, mantendo crédito, investimentos e atendimento em todos os canais.
O BRB também destacou o andamento da segunda fase da Operação Compliance Zero, que visa bloquear bens e ampliar as chances de recuperação de recursos aplicados no Banco Master. O banco lembra que, como credor na liquidação do Master, segue a ordem de prioridade do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deve ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores, totalizando R$ 41 bilhões.
