Casa Branca e Trump reafirmam que não haverá adiamento da tarifa
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (29) que o Brasil continuará buscando um entendimento com os Estados Unidos, mesmo que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros passe, de fato, a valer na sexta-feira (1º). Em entrevista em Brasília, ele minimizou o prazo e disse que o início da medida não encerra o diálogo entre os países.
“Não sei se vai dar tempo de negociar a reversão da tarifa até dia 1º. Mas o que importa não é essa data fatídica. Não é uma data fatídica”, disse.
Apesar de gestos recentes do governo Lula, como a ida de senadores aos EUA e a participação do chanceler Mauro Vieira em evento em Nova York no último domingo (27), não houve avanços concretos.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro da Indústria, também conversou em 19 de julho com o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, mas sem resultados.
Haddad disse que o presidente Lula acredita que a “relação histórica com os Estados Unidos” pode abrir espaço para um acordo, mesmo após o início da cobrança.
Nos EUA, porém, o posicionamento é firme contra negociações. No domingo, Howard Lutnick e o presidente Donald Trump reafirmaram que não haverá adiamento. A medida, que começa a valer em três dias, deve aumentar os custos dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
