O governo federal deve editar, ainda neste semestre, um decreto para instituir no Brasil a chamada TV 3.0. A nova tecnologia exigirá a compra de um conversor, estimado em R$ 400, mesmo por quem já possui TVs smart recentes.
O sinal atual da TV digital continuará disponível por até dez anos, mas sem os novos recursos. A TV 3.0 vai integrar o sinal aberto à internet, exigindo login dos usuários e permitindo a personalização de conteúdo e publicidade, semelhante ao que já ocorre em plataformas de redes sociais.
As emissoras poderão disponibilizar, além da programação ao vivo, conteúdos sob demanda e interativos. Um dos exemplos citados é a possibilidade de adquirir produtos mostrados na tela com um clique.
O decreto que estabelece as bases da nova tecnologia foi enviado à Casa Civil pelo Ministério das Comunicações em dezembro de 2024, mas ainda não foi assinado. O padrão sugerido é o modelo norte-americano. A indústria aguarda a publicação para iniciar a produção em larga escala.
A proposta inclui linhas de crédito para fabricantes e distribuição gratuita de conversores para famílias inscritas no Cadastro Único. A adoção em larga escala, no entanto, só deve acontecer a partir de 2026.
Atualmente, não há aparelhos de TV com a tecnologia integrada disponíveis no mercado. Para acesso à nova função, será necessário usar um receptor conectado via USB ou HDMI.
