Governo marca novas reuniões com setores afetados por tarifas de Trump - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Governo marca novas reuniões com setores afetados por tarifas de Trump

Alckmin agenda reuniões com setores mais afetados por tarifas dos EUA
Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

Lula sinalizou que, se negociações falharem, Brasil usará Reciprocidade

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), agendou para a próxima semana reuniões com os setores econômicos brasileiros mais impactados pelo aumento das tarifas de importação imposto pelo governo dos Estados Unidos.

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A expectativa é que Brasília apresente sua resposta às ações de Washington na primeira quinzena de agosto, após uma análise interna detalhada da decisão de Donald Trump.

Desde abril, quando Trump aplicou uma alíquota padrão de 10% para produtos latino-americanos e 25% para aço e alumínio de diversos países, Alckmin tem coordenado as negociações do governo brasileiro com empresários e autoridades norte-americanas.

O MDIC e o Ministério da Fazenda estão incumbidos de apresentar um levantamento minucioso dos impactos das novas tarifas em cada setor, servindo de base para as medidas a serem adotadas pelo Palácio do Planalto.

A previsão é que a resposta do governo Lula seja fundamentada na Lei da Reciprocidade Econômica. Essa legislação estabelece que, antes de adotar qualquer medida, o Brasil deve priorizar a solução do impasse por meio do diálogo diplomático. Contudo, a lei também concede ao governo a prerrogativa de agir de forma emergencial, caso o diálogo não seja suficiente.

O presidente Lula já sinalizou que, se as tentativas diplomáticas falharem, o Brasil poderá taxar em 50% produtos norte-americanos. Pela Lei da Reciprocidade Econômica, o país tem a prerrogativa de aumentar impostos sobre bens dos EUA e até mesmo suspender acordos comerciais.

A legislação ainda prevê a possibilidade de interromper direitos de propriedade intelectual, como patentes de medicamentos ou tecnologias de empresas americanas, como medida retaliatória.

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