Equipe econômica de Lula mira em projetos para aumentar impostos das fintechs
Após a rejeição da MP Taxa Tudo, o governo Lula tenta sair da derrota mais uma vez, com uma nova ofensiva para recompor a perda de receita e sustentar a promessa de déficit zero em 2026.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (22) que a equipe econômica vai transformar o conteúdo da MP em projetos de lei, que deverão render os mesmos R$ 31,75 bilhões previstos originalmente.
O plano do governo agora é dividir as propostas em duas frentes: uma para aumentar tributos, mirando principalmente fintechs, apostas eletrônicas (bets) e juros sobre capital próprio (JCP), e outra para rever benefícios fiscais e cortar gastos.
Durigan explica que agora é hora de compensar o revés político sofrido com a rejeição da medida provisória, que havia sido duramente criticada por parlamentares e pelo setor produtivo.
“Precisamos aprovar ainda este ano, não só por causa da anualidade, mas para constar na lei orçamentária”, disse Durigan, em tom de apelo, durante evento no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Outro ponto a favor da oposição é que, a base governista deve ter dificuldade para aprovar os textos, especialmente diante da resistência da oposição e da falta de credibilidade da política econômica de Fernando Haddad.
Entre as apostas do Planalto está o PLP 182/2025, que cria uma revisão periódica de incentivos fiscais e pode gerar uma economia de R$ 19,6 bilhões no próximo ano.
Durigan afirmou que o objetivo é “retomar a credibilidade das contas públicas”.
