Governo tenta aprovar corte de incentivos antes do Orçamento
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governo tenta aprovar corte de incentivos antes do Orçamento

Executivo pressiona Congresso para aprovar corte de incentivos fiscais estimado em R$ 20 bilhões antes da votação do Orçamento

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Por Redação

Projeto em tramitação na Câmara prevê redução linear de benefícios fiscais

Antes do fim do ano, a equipe econômica aposta na aprovação de medidas no Congresso para ajuste fiscal. Entre as propostas em discussão está um projeto que prevê a redução linear de incentivos e benefícios tributários concedidos pela União. O impacto estimado é de R$ 20 bilhões. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

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O relator na Comissão de Finanças e Tributação, o deputado Mauro Benevides (PDT-CE), defende a votação antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro. A comissão já aprovou o parecer.

A proposta ainda precisa passar por outras comissões e pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado. Benevides afirmou que pretende apensar o texto a um outro projeto de sua autoria que já tramita em regime de urgência, o que permitiria acelerar a análise diretamente em plenário.

A decisão depende de despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também deverá indicar um novo relator para a fase de plenário. Para Benevides, o projeto “precisa ser votado antes do Orçamento”.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, o senador Efraim Filho (União-PB), avalia que a votação pode ocorrer até o início de 2026. Segundo ele, a não aprovação obrigaria o governo a promover cortes e contingenciamentos.

“A gente espera que seja aprovado ainda nesse ano ou no início do ano que vem. Se não for aprovado, o governo vai ter que cortar gastos, vai ter que bloquear ou vai ter que contingenciar para adaptar o Orçamento”, disse o senador.

Segundo Efraim, a aprovação antes da votação da Lei Orçamentária Anual de 2026 seria o “melhor dos mundos”. O calendário da comissão prevê a votação do Orçamento em 17 de dezembro.

A proposta integra o pacote negociado entre Executivo e Congresso para compensar a derrubada do decreto que elevava o IOF. O corte de benefícios fiscais tem apoio da presidência da Câmara, de integrantes da CMO e da base governista.

“Esse é um projeto que a CMO estabeleceu como prioridade, porque é a forma de buscar o equilíbrio pela despesa. O equilíbrio não pode ser feito só pela receita, aumentando alíquota, aumentando imposto”, afirmou Efraim.

Bets e fintechs

Outro projeto tratado como prioritário pela equipe econômica trata da tributação de bets e fintechs. O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e aguarda análise da Câmara.

O projeto eleva a alíquota da CSLL de 9% para 15% para fintechs em 2026 e fixa o mesmo percentual a partir de 2028. A taxação sobre casas de apostas sobe de 12% para 18% sobre o GGR.

Na CAE, o relator, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), incluiu ainda a previsão de aumento do Imposto de Renda sobre a distribuição de Juros sobre Capital Próprio.

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