Ministros veem fraqueza e instabilidade na articulação de Motta
A liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara dos Deputados virou alvo de críticas dentro do próprio governo Lula, com ministros apontando instabilidade e falta de firmeza nas articulações políticas. Apesar disso, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, saíram em defesa do parlamentar.
Gleisi tentou blindar Motta das críticas ao afirmar que ele tem mantido um relacionamento responsável e previsível com o governo.
“O relacionamento do presidente Hugo Motta com o governo do presidente Lula tem se caracterizado por responsabilidade e firmeza nos encaminhamentos acordados em comum.”
A ministra ainda elogiou o deputado por ouvir o colégio de líderes e ajudar na construção da pauta legislativa. Lindbergh reforçou o discurso sobre o comprometimento de Hugo Motta.
“Essa leitura [de que ele tem liderança fraca e não consegue cumprir acordos] é totalmente equivocada. Hugo Motta tem sido uma peça fundamental para ajudar na aprovação de projetos prioritários. Ele não tem faltado ao governo.”
O caso mais emblemático da insatisfação com Motta ocorreu no último dia 8, durante uma reunião com o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e líderes partidários.
O encontro foi classificado como “histórico” por Motta, que chegou a endossar a taxação de LCIs, LCAs e apostas esportivas. Dias depois, porém, o presidente da Câmara mudou de tom e afirmou que as medidas teriam uma reação “muito ruim” no Congresso e no setor empresarial.
