Ahmed defendeu ações de sua gestão, mas reconheceu falhas e disse estar “preocupado”
Na sessão desta quinta-feira (11) da CPMI do INSS, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) perguntou ao ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira sobre sua atuação em relação a um dispositivo incluído em medida provisória pelo deputado Luiz Miranda, que abriu brechas para fraudes bilionárias.
“Com todo o respeito, o senhor sendo técnico, o senhor deveria ter levado para o presidente Bolsonaro, ao invés do que o senhor fez. O senhor foi lá e autorizou a nota técnica, dizendo que estava correto, dando aval a esse jabuti. O senhor deveria ter dito para ele vetar. Isso aqui é uma coisa que o senhor tinha o dever, de pedir para ele vetar esse jabuti. O senhor não acha que errou?”, questionou Girão.
O ex-ministro defendeu sua atuação, afirmando que a Instrução Normativa 128 manteve a obrigatoriedade da renovação periódica dos convênios.
“Nós não retiramos da IN-128 a obrigatoriedade da renovação, em que pese a Secretaria de Previdência ter dado um parecer não se opondo à sanção do presidente, na IN-128 a gente não retirou a obrigatoriedade da renovação a cada três anos”, disse.
Girão insistiu na crítica: “O senhor não acha que deveria ter reforçado nessa nota técnica?”.
Ahmed respondeu defendendo sua gestão, afirmando que reduziram mais de dois milhões de processos na fila e que seu trabalho à frente do INSS trouxe resultados.
“Nós também estamos colocando os holofotes, é claro, o assunto aqui é esse, é desconto associativo, em cima daquilo que nós não fizemos. Mas, em o universo de coisas que nós fizemos? Parece que nós não fizemos absolutamente nada, isso não é verdade. Nós tínhamos 2 milhões e 800 mil processos na fila e deixamos 800 mil. São 2 milhões de brasileiros recebendo o benefício. Então, eu estou me sentindo como se a gente não tivesse feito absolutamente nada e isso não é real.”
O senador cearense voltou a pressionar sobre a ausência de responsabilizações.
“O senhor não vendo nenhum preso, durante todo esse tempo, depois da operação, como é que o senhor se sente com relação a isso?”, perguntou.
Ahmed concluiu dizendo estar aflito com a situação. “Eu me sinto bastante preocupado, porque eu gostaria muito que isso, essa CPMI, de fato, atinja o seu objetivo.”
