Girão irá à CIDH para tratar da prisão de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Girão irá à CIDH para tratar da prisão de Bolsonaro

Agenda, articulada pela senadora Damares Alves, visa avaliar condições da detenção do ex-presidente

O encontro tem o objetivo de avaliar as condições da detenção do ex-presidente. Foto: Jeferson Rudy/Agência Senado

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Por Redação

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) participará na próxima segunda-feira (19) de uma reunião na Corte Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, capital dos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O encontro tem o objetivo de avaliar as condições da detenção do ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A agenda foi articulada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que também assinou a petição.

Em suas redes sociais, Damares informou que o encontro visa acompanhar o caso e solicitar esclarecimentos das autoridades internacionais.

“Não podemos aceitar em silêncio o que está acontecendo com o nosso presidente Jair Bolsonaro. Como mãe e defensora da vida, dói ver um homem de mais de 70 anos, com a saúde debilitada, submetido a um sofrimento que já configura tortura. A justiça brasileira precisa ser reestabelecida, e nós não vamos descansar”, afirmou na quinta-feira (15).

Na mesma data, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a transferência imediata de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. A medida gerou resistência no campo oposicionista, que reivindica a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando “saúde debilitada” do ex-presidente.

A nova cela tem 64,83 m², com áreas internas e externas, cozinha, lavanderia, banheiro, sala e quarto mobiliado, incluindo cama de casal, armários e televisão.

Moraes ressaltou que a decisão de mudança ocorre “em estrito cumprimento da legislação, com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e de maneira privilegiada na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal, em virtude da sua condição de ex-Presidente da República”, respondendo a críticas que classificou como “inúmeras e infundadas”.

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