Gilmar vota por prisão de Vorcaro, mas critica Mendonça
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Gilmar vota por prisão de Vorcaro, mas critica Mendonça

Decano acusa relator de usar "atalhos" e “conceitos elásticos” para prender banqueiro

A decisão da Segunda Turma foi unânime. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes votou nesta terça-feira (20) pela manutenção da prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante julgamento na Segunda Turma da Corte.

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Ao acompanhar o relator André Mendonça, Gilmar fez ressalvas à fundamentação da decisão. Segundo o ministro, houve uso de “conceitos porosos e elásticos” e de “atalhos argumentativos” para justificar a medida.

“O apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico”, afirmou. Para ele, esse tipo de construção pode abrir espaço para distorções e não deve substituir critérios técnicos.

Apesar das críticas, o magistrado sustentou que há elementos concretos para manter a prisão. Ele citou indícios de interferência nas investigações, movimentações financeiras relevantes e condutas que poderiam comprometer o andamento do processo.

“O alcance de bons resultados em investigações não pode se dar a partir de atalhos processuais, mas sim da observância dos limites da lei”, destacou.

Gilmar também alertou para o impacto de pressões externas sobre o Judiciário. “O processo penal não se presta à gestão de expectativas sociais”, disse, ao defender que decisões judiciais não devem ser guiadas por “clamor social”.

A decisão da Segunda Turma foi unânime. Além de Mendes e Mendonça, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido e não participou do julgamento.

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