Gilmar leva ao plenário decisão sobre sigilo que alcançou Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Gilmar leva ao plenário decisão sobre sigilo que alcançou Lulinha

Pedido de destaque suspende julgamento virtual do STF sobre decisão de Flávio Dino que anulou quebras de sigilo ligadas à CPMI do INSS

Gilmar leva ao plenário decisão sobre sigilo que alcançou Lulinha
Gilmar leva ao plenário decisão sobre sigilo que alcançou Lulinha

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro Gilmar Mendes pediu destaque e levou para julgamento presencial no Supremo Tribunal Federal (STF) a análise sobre a decisão que anulou quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS e que alcançaram Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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A medida interrompeu o julgamento que ocorria no plenário virtual da Corte. Com o destaque, o caso será discutido presencialmente pelos ministros e o placar será zerado.

Voto de Dino

Antes da interrupção, o ministro Flávio Dino havia votado para manter sua decisão que anulou as quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático aprovadas pela CPMI.

O caso estava sendo analisado por dez ministros do Supremo, já que há uma vaga aberta no tribunal após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Os votos poderiam ser registrados no sistema eletrônico até a próxima semana, mas o pedido de destaque encerrou a votação virtual.

Ação no STF

O Supremo foi acionado pela defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Inicialmente, Dino suspendeu as quebras de sigilo relacionadas à empresária. Depois, invalidou a votação conjunta de 87 requerimentos aprovados pela CPMI, sob o argumento de falta de individualização das medidas.

A decisão acabou alcançando também os dados do filho do presidente.

Apesar disso, as informações bancárias e fiscais já haviam sido enviadas à comissão parlamentar. Com a decisão do ministro, porém, os dados não podem ser utilizados no relatório final da CPMI.

Investigação do INSS

O nome de Lulinha passou a ser citado nas apurações após mensagens encontradas pela Polícia Federal entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes e Roberta Luchsinger.

As conversas mencionavam repasses financeiros e faziam referência ao “filho do rapaz”. Investigadores apontaram a possibilidade de que a expressão pudesse se referir ao filho do presidente.

Em 2025, Roberta foi alvo de operação da Polícia Federal sob suspeita de receber R$ 1,5 milhão de Antunes.

Na ocasião, a PF informou em relatório que não havia indícios de envolvimento direto de Lulinha nas fraudes investigadas no INSS.

A decisão de Dino também não afetou as quebras de sigilo solicitadas pela Polícia Federal e autorizadas pelo ministro André Mendonça.

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