Rafael Tudares havia sido condenado a 30 anos de prisão pelo regime socialista
A ditadura socialista da Venezuela libertou nesta manhã (22) Rafael Tudares, genro do presidente legítimo venezuelano, Edmundo González, que vive atualmente exilado na Espanha. Ele havia sido preso em janeiro do ano passado, acusado de “terrorismo”, e foi condenado a 30 anos de prisão.
A soltura foi confirmada nas redes sociais por Mariana González de Tudares, filha de Edmundo e esposa de Rafael. “Tenho o prazer de informar que, após 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido Rafael Tudares Bracho retornou para casa esta manhã”, escreveu na rede social X.
Mariana afirmou que a libertação foi resultado de uma longa mobilização. “Foi uma luta estoica e muito árdua durante mais de um ano, na qual finalmente conseguimos a libertação de Rafael, e aspiramos, o mais breve possível, à sua plena liberdade, à qual ele tem direito”, declarou.
A filha de Edmundo também agradeceu o apoio recebido durante o período de prisão: “Neste momento, sou especialmente grato a cada pessoa que me apoiou na minha luta pela liberdade desde 7 de janeiro de 2025. Agradeço especialmente o apoio da equipe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com sede no Panamá, que sempre acompanhou e defendeu este caso, dentro do âmbito de suas competências humanitárias”.
“Da mesma forma, minha mais profunda gratidão à minha família, incluindo meus filhos, e aos verdadeiros amigos que nos apoiaram, de forma altruísta, sem medo e com muitos sacrifícios, durante toda a luta. Muito obrigado!”, finalizou.
A soltura de Rafael Tudares ocorre em uma tentativa de reaproximação da ditadura socialista da Venezuela com os EUA após a captura de Nicolás Maduro. A autocrata interina Delcy Rodríguez tem promovido a libertação de presos políticos como sinal de “boa vontade” ao governo Trump.
