Galípolo defende sigilo de até 8 anos no caso Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Galípolo defende sigilo de até 8 anos no caso Master

Presidente do BC afirma na CPI que regra segue norma vigente e evita disputas judiciais

Presidente do Banco Central (BC). Gabriel Galípolo.
Foto: STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção do sigilo de até oito anos sobre informações relacionadas à liquidação do Banco Master. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, nesta quarta-feira (08), ele afirmou que a medida segue normas estabelecidas e não representa exceção no sistema financeiro.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Galípolo, o prazo de confidencialidade está previsto em uma resolução de 2018, que diferencia instituições financeiras por porte.

“Antes, o sigilo era de dez anos para todos os bancos. Agora, para os maiores permanece em dez anos, enquanto para os menores é de oito anos”, afirmou.

O presidente do Banco Central declarou que mudanças na regra exigem debate formal.

“Se uma regra é considerada inadequada, ela deve ser discutida e alterada por quem tem competência. Descumpri-la não é o caminho”, disse.

Galípolo afirmou que o sigilo busca evitar questionamentos futuros sobre decisões técnicas. Segundo ele, processos de liquidação costumam gerar disputas judiciais prolongadas.

Ele citou que tanto o Banco Central quanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) enfrentam ações bilionárias movidas por acionistas de instituições que passaram por intervenção.

A oitiva foi solicitada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), com base em questionamentos sobre a atuação do Banco Central no caso Master e sobre reunião realizada em 2024 entre Galípolo, o Lula e o empresário Daniel Vorcaro.

O caso ganhou repercussão após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e a atuação de agentes públicos.

A CPI do Crime Organizado foi instalada em novembro de 2025 para apurar a atuação de organizações criminosas, incluindo possíveis conexões com o sistema financeiro.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade