Gabinete paralelo de Moraes celebrou vitória de Lula em 2022
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Gabinete paralelo de Moraes celebrou vitória de Lula em 2022

Moraes discursa em abertura de evento de palestras do TCE-SP

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Por Redação

Mensagens mostram auxiliares do ministro agradecendo apoio de instituto que monitorava redes para o TSE

Minutos após a confirmação da vitória de Lula em 30 de outubro de 2022, o gabinete paralelo do ministro Alexandre de Moraes celebrou o resultado, conforme mostrado pela Revista Oeste. Mensagens em um grupo com integrantes do Instituto Democracia em Xeque, parceiro do TSE no monitoramento de redes, mostram agradecimentos e comemorações.

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Às 20h07, Fabiano Garrido, do instituto, escreveu: “trabalho incansável em defesa da democracia”. Marco Antônio Vargas, então juiz-auxiliar de Moraes, respondeu: “Muito obrigado pelo trabalho de vocês, sem o qual não conseguiríamos superar a desinformação”. Em seguida, Vitor de Andrade Monteiro, assessor da Secretaria-Geral da Presidência do TSE, reforçou: “Muito obrigado por todo apoio nessa tarefa tão difícil que é combater a desinformação”.

A última mensagem foi de Beto Vasques, do Democracia em Xeque: “Viva a Justiça Eleitoral. Viva a Democracia. Viva o povo soberano. Viva o Brasil!”. Cerca de uma hora depois, Vasques divulgou um “boletim extraordinário” sobre a vitória de Lula, mencionando a comemoração da chamada “frente ampla pela democracia” e destacando a cobertura de veículos de direita. Ele encerrou afirmando que “cabeças da extrema direita” estavam em silêncio.

As mensagens também mostram a atuação do grupo no monitoramento de redes sociais. Thiago Rondon, analista colaborador do TSE, pediu que o Democracia em Xeque rastreasse “discursos perigosos” relacionados a caravanas do 7 de Setembro. Em outra mensagem, solicitou a inclusão de termos ligados às eleições e a ministros do STF, como Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

O instituto monitorava plataformas como X, Telegram e Gettr, enviando relatórios frequentes sobre publicações que citavam o TSE e o STF. Outro parceiro, a empresa Palver, também participou do rastreamento. Em seus relatórios, apareciam críticas a Lula, a Moraes e ao sistema eletrônico de votação.

As informações reveladas agora reforçam denúncias anteriores sobre a atuação paralela no Judiciário, já expostas em reportagens conhecidas como Vaza Toga, publicadas pela Folha e depois aprofundadas por apurações de David Ágape e Eli Vieira, no site Public.

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