O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou agora há pouco (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB) “não tem nada a ver com o filme” Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada durante conversa com jornalistas no Rio de Janeiro, onde o senador cumpria agenda ao lado do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas.
A operação investiga suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de Wi-Fi gratuito na capital paulista. O instituto é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também controla a Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de fraude na contratação, irregularidades na execução do contrato e possível desvio de recursos públicos. O acordo, firmado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), previa investimento de R$ 108 milhões para a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita em vias públicas.
Os investigadores também apontam suspeitas de “confusão patrimonial” entre o instituto e empresas ligadas à empresária. De acordo com a apuração, há a hipótese de que recursos públicos destinados ao projeto de conectividade tenham sido utilizados para custear atividades relacionadas à produção do filme.
A polícia apura se valores originalmente vinculados ao contrato de Wi-Fi foram desviados para empresas associadas à produtora do longa-metragem. A investigação está em andamento e busca rastrear a destinação dos recursos.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora com as autoridades e que já havia disponibilizado toda a documentação solicitada. A administração municipal afirmou ainda que os documentos são públicos e podem ser consultados por meio dos mecanismos de prestação de contas do município.
