Flávio Bolsonaro afirma que Lula trata o Brasil como “colônia chinesa”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Flávio Bolsonaro afirma que Lula trata o Brasil como “colônia chinesa”

Declaração em entrevista internacional amplia tensão política e provoca reação de aliados do governo

Ele defende uma reorientação nas relações internacionais. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Por Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Lula (PT) conduz o país como uma “colônia chinesa”. A declaração foi feita em entrevista ao Financial Times, na qual o parlamentar criticou a atual política externa brasileira.

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“O presidente Lula está errado ao fechar as portas para os Estados Unidos e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, disse Flávio Bolsonaro ao jornal britânico.

Na avaliação do senador, o governo federal estaria reduzindo o espaço de diálogo com os Estados Unidos enquanto amplia sua aproximação com a China. Ele defende uma reorientação nas relações internacionais, com maior alinhamento a Washington, especialmente em áreas estratégicas.

Durante a entrevista, Flávio também buscou se apresentar como alternativa política ao atual governo e afirmou que o Brasil precisa de mudanças. “O Brasil precisa urgentemente de mudanças, de um governo mais jovem, moderno e com mais energia. O problema não é a idade de Lula, é que suas ideias estão ultrapassadas”, declarou.

O senador tem intensificado agendas no exterior como parte de sua estratégia política. Em passagem pelos Estados Unidos, ele participou de eventos e defendeu o potencial brasileiro no fornecimento de minerais críticos. “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”, afirmou.

As declarações provocaram reação de integrantes do governo. A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann criticou o posicionamento nas redes sociais. “Os vendilhões da pátria não tomam jeito”, escreveu.

Já a deputada Luciene Cavalcante (Psol-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam apuradas possíveis implicações legais das falas do senador.

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