Flávio Bolsonaro defende corte de impostos e revisão tributária
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Flávio Bolsonaro defende corte de impostos e revisão tributária

Medida será prioridade logo no início de um eventual governo, segundo o pré-candidato

"Nem sei se é bom ter o Trump colado com a minha imagem”, disse. Foto: Carlos Moura/Agência Senado.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

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Por Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende priorizar a redução de impostos e a revisão da reforma tributária logo no início de um eventual governo. A declaração foi feita na sexta-feira (11), durante participação no Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre.

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Ao responder perguntas do público, o pré-candidato criticou o atual modelo tributário brasileiro, que classificou como excessivamente oneroso. Segundo ele, a carga de impostos compromete tanto empresas quanto profissionais liberais, além de manter um sistema considerado complexo.

“Rever a reforma tributária é urgente. Temos uma carga tributária absurda”, afirmou.

Flávio também mencionou a tributação sobre exportações de petróleo bruto, criada por medida provisória no governo do presidente Lula (PT). O senador disse que, se eleito, pretende extinguir o tributo, que classificou como inadequado. “Um absurdo”, declarou.

Ele citou ainda decisões judiciais que suspenderam a cobrança para empresas do setor.

Durante a fala, o parlamentar reforçou críticas à reforma tributária em vigor, alegando que, apesar do discurso de simplificação, houve apenas reorganização e criação de tributos. Segundo ele, a proposta precisa ser revista com foco na redução da carga e maior clareza nas regras.

“Esse papo de simplificação é mentira, ela não aconteceu. Impostos foram aglutinados, novos foram criados”, disse.

Questionado sobre a composição de chapa para 2026, Flávio evitou antecipar nomes para a vice-presidência. Disse estar em diálogo com diferentes partidos e mencionou a senadora Teresa Cristina (PP-MS) como um quadro qualificado, mas destacou que a definição ocorrerá em momento posterior, após maior alinhamento político.

“Agora que o cenário se estabilizou, com o fim da janela partidária, temos conversas com partidos e, quando houver convergência programática, vamos tomar uma posição mais à frente”, afirmou.

No mesmo tom, o pré-candidato não revelou possíveis ministros, limitando-se a afirmar que pretende montar uma equipe técnica com autonomia.

“Vamos ter um time de estrelas. Pessoas com trajetória brilhante e que aceitaram deixar seus cargos para contribuir com o governo”, declarou.

Na área de segurança pública, o senador defendeu o endurecimento da legislação penal, com penas mais severas para líderes de organizações criminosas.

“Esses narcoterroristas devem enfrentar penas de até 80 anos. Os marginais devem permanecer presos”, disse.

Flávio também direcionou críticas ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Esse governo é marcado pela corrupção, incompetência, ódio e censura contra quem pensa diferente”, afirmou.

O Fórum da Liberdade reuniu outros nomes cotados para a disputa presidencial, como Romeu Zema, Aldo Rebelo e Ronaldo Caiado, que participaram de debates na véspera. Flávio não esteve presente no encontro anterior devido a compromissos partidários. Ainda assim, destacou a importância do diálogo entre pré-candidatos de centro e direita.

“São nomes alinhados e o debate é importante. A convergência vai acontecer de forma natural”, concluiu.

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