Flávio Bolsonaro condiciona acordo com Trump à aprovação da anistia - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Flávio Bolsonaro condiciona acordo com Trump à aprovação da anistia

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Por Redação

Flávio vê relação direta entre tarifas de Trump e lawfare no Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (10), em entrevista à CNN, que a aprovação de uma anistiaampla, geral e irrestrita” é o primeiro passo necessário para que o Brasil possa negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

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Segundo o parlamentar, a taxação anunciada por Trump não tem motivação econômica, mas política.

A carta dele é muito clara e muito objetiva, é um combate ao lawfare aqui no Brasil, ele quer lutar pela liberdade que tem que ter nas redes sociais”, disse Flávio, ao justificar a decisão do líder norte-americano.

Ele ainda alertou que o cenário pode piorar caso o Congresso não se mova para resolver a situação.

O Trump vai estar disposto a aumentar as tarifas, as taxas contra o Brasil até a estratosfera”.

Flávio responsabilizou ministros do Supremo Tribunal Federal por pressionarem parlamentares contra a aprovação da anistia, que segundo ele conta com apoio da maioria esmagadora no Congresso.

Hoje o Congresso só não aprova essa grande anistia porque há uma pressão de alguns ministros do Supremo”, afirmou.

Para o senador, é fundamental que o Parlamento sinalize com urgência sua disposição de pacificar o ambiente político.

A gente tem até 1º de agosto desse ano para fazer essa sinalização, sentar na mesa e negociar. Na minha percepção, a primeira coisa que a gente tem que botar na mesa é o Congresso fazer a sua parte: é aprovar, na semana que vem, essa anistia ampla, geral e irrestrita para mostrar que o Brasil está disposto a voltar a alguma normalidade.”

Ao reforçar o caráter político das sanções americanas, Flávio apontou que a resolução do impasse passa por uma mudança de postura do Brasil frente ao que chamou de perseguições.

A partir do momento em que não tiver mais ameaça por parte de alguns ministros a esta matéria [a anistia], está resolvido o assunto”, concluiu.

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