Flávio Bolsonaro cobra “imparcialidade” do TSE sob gestão de Nunes Marques
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Justiça

Flávio Bolsonaro cobra “imparcialidade” do TSE sob gestão de Nunes Marques

Senador do PL criticou atuação da Corte nas eleições de 2022 e afirmou esperar menos interferência do tribunal no próximo pleito

Foto: Mariana Albuquerque/ Portal Claudio Dantas

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (12) esperar uma atuação “imparcial” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a presidência do ministro Nunes Marques. A declaração foi dada à imprensa antes da cerimônia de posse do magistrado no comando da Corte eleitoral.

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“A expectativa, de novo, é ter um TSE imparcial, que é o que todo mundo espera. O papel do TSE é ser imparcial, diferente do que foi em 22. Nós não vimos imparcialidade nenhuma, um desequilíbrio da disputa presidencial”, declarou.

O senador também afirmou que a atuação da Corte teria contribuído para a insatisfação de setores da sociedade com o resultado do último pleito presidencial.

“Isso foi, inclusive, uma das razões para a revolta da sociedade, grande parte dela, de questionar essa neutralidade e a justiça do resultado da eleição”, disse.

Ao comentar as expectativas para as eleições de 2026, Flávio comparou o papel do TSE ao de um árbitro de futebol e defendeu uma postura mais discreta da Justiça Eleitoral durante a campanha.

“O TSE é igual árbitro de futebol, não pode aparecer nos jogos. Quando aparece muito, é sinal que o juiz está errando demais”, afirmou.

Na sequência, o parlamentar voltou a atacar o PT e afirmou acreditar em uma vitória da direita nas urnas em 2026.

“Eu tenho certeza que no voto a gente tira esse câncer chamado PT da Presidência, e o Brasil pode voltar com alguma esperança de resgatar o caminho da prosperidade”, declarou.

Posse

A cerimônia está marcada para as 19h e reúne autoridades dos Três Poderes em Brasília. Entre os convidados estão o presidente Lula (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Nunes Marques assume o comando do TSE no lugar da ministra Cármen Lúcia, que encerrou o mandato de dois anos na presidência da Corte. Pela regra de antiguidade entre os ministros do STF que integram o tribunal eleitoral, o vice-presidente do TSE será o ministro André Mendonça.

Após a posse, está previsto um coquetel reservado a convidados em uma casa de eventos de Brasília. O encontro foi organizado por uma associação de juízes federais, com ingressos vendidos a R$ 800.

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