O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou nesta manhã (16) o presidente Lula (PT) de “inconsequente” após os EUA decidirem aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele também comparou o petista ao ex-presidente norte-americano Joe Biden.
A declaração foi publicada no X ao comentar um post do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou que Lula e o governo brasileiro “não negociaram com os EUA de boa fé” e que o petista “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que beneficiasse o povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”.
“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto”, criticou Flávio. “O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”.
“Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança… Chega! O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder!”, completou o pré-candidato.
Em outro post, o senador atribuiu ao presidente a responsabilidade pelo aumento tarifário e afirmou que Lula, em vez de tentar evitar a medida, “preferiu provocar Trump”. “Quem paga essa conta é o povo brasileiro! Defenda o Brasil do PT, o Partido do Tarifaço. O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder! Vamos nos unir e resgatar o Brasil!”, escreveu Flávio.
Na noite de ontem (15), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial conduzida pelo USTR ao longo de um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo norte-americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
O governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.